Disponibilizar acesso livre a computadores é um primeiro passo, para a inclusão digital. No entanto ela só se efetiva de certo, ao instrumentarmos o cidadão como fazer um bom uso do equipamento, e tiverem uma formação cultural e intelectual mais forte.
A fascinação pelos computadores criou uma ilusão de que a informática pode oferecer um rápido caminho à cidadania. No entanto atingir esse desafio exige reconhecimento de necessidades particulares e contextos culturais distribuídos pelo país. Todos os internautas são potenciais desenvolvedores de conteúdos, informações e conhecimento. E o que é produzido na esfera governamental ou na escala das comunidades, é de qualidade útil para formação cidadã.
A internet também viabiliza uma comunicação mais rápida entre o cidadão e o governo, essa via de acesso acelera o conhecimento de necessidades pontuais da população. Os usuários têm experiências e uma diversidade de interesses que variam muito. Ajudar a solucionar problemas locais concretos e de forma eficaz, depende da participação daquela comunidade, cujo comprometimento e construção de redes de trabalho são fundamentais para realização de tais mudanças. As tecnologias da informação oferecem instrumentos de apoio à organização comunitária e intercâmbio de ações “cidadãs”.
Desde uma emissão de impostos, acesso a cadastros, solicitação de serviços públicos como a manutenção “de infra-estrutura”, podas de árvores, denúncias, entre tantos outros. Nesse momento o cidadão deixa de ser passivo e passa a agir com o governo, tanto em sua fiscalização como em suas ações.
As informações variadas sobre a cidade permitem que o cidadão fique a par das notícias e transformações ocorridas da dinâmica municipal à federal. O próprio Estado tem que se valer das informações produzidas pela sociedade civil, como uma forma de orientar suas ações e avaliar a gestão.
O uso dos recursos públicos, empenhados em mudanças territoriais e melhorias sociais, pode ser acompanhado de perto pela população, opinando e sugerindo propostas, bem como agilizar o fluxo de demanda por parte dos munícipes. Há, portanto, uma alteração na própria relação do indivíduo com o Estado e deste com suas estruturas.