A gestão de um Telecentro deve visar todos os aspectos que o envolve, passando pela organização do seu espaço e da equipe até um plano de mobilização de recursos; isso levando sempre em conta as demandas da comunidade local, o que se dá por meio da participação desta na decisão sobre a utilização do espaço do Telecentro. Os Telecentros são espaços públicos, ou seja, locais onde a circulação, uso e permanência são livres livre e universais, sem distinção de raça, sexo, idade, opção sexual, classe social, ou qualquer uma outra. Isso torna sua gestão especial, é preciso incorporar ao cotidiano do funcionamento cada unidade práticas que ajudem a promover a universalização do acesso e o bom atendimento à população.
O primeiro ponto a ser observado é a liberdade de acesso, circulação e permanência. Ninguém deve se sentir constrangido a entrar e permanecer no Telecentro, por meio de restrições físicas, estéticas, comportamentais etc. O acesso físico deve ser facilitado, durante o horário de funcionamento, portões e portas devem permanecer abertos e é preciso tomar cuidado na organização dos móveis, para que não dificulte o acesso ao interior da unidade.
O cidadão que vai ao Telecentro deve se sentir à vontade, perceber que aquele é um espaço comunitário e que pode não apenas usufruir deste, mas também ajudar a mantê-lo e a definir como este espaço pode ajudar a comunidade.
Para isso é necessário que as pessoas que trabalham no Telecentro tomem cuidado para não “privatizar” o espaço público, ou seja, defender interesses que não sejam comunitários. É preciso estimular todos os usuários a se sentirem responsáveis pelo local, se apropriando do mesmo e evitando sua degradação física.