A equipe que trabalha em cada unidade deve estar sempre integrada entre si, com a comunidade e com os objetivos de seu trabalho. Para que isso aconteça é preciso que todos tenham claro competências, atribuições, funções e limites. O trabalho aqui é colaborativo, baseado no respeito e no comprometimento com o projeto, a comunidade e o espaço público.
É ideal que os membros da equipe tenham múltiplas competências, devem estar preparados para realizar todas as tarefas, apesar de cada um possuir uma atribuição específica. Por exemplo, se o Monitor estiver ausente, ou ocupado, o Coordenador poderá, e deverá, realizar a tarefa dele sem constrangimento. Da mesma maneira todos devem estar preparados para fazer qualquer tarefa do dia-a-dia, como atender ao público, realizar cadastro, ministrar aulas, apoiar o uso livre, etc.
É importante também que o ambiente de trabalho seja sempre equilibrado e agradável, articulado por um espírito de cooperação e ajuda. A coordenação tem papel de organização e liderança e não herárquico.
Atribuições
As funções sugeridas se relacionam não
apenas com
uma unidade, mas com a articulação de um projeto
que
envolve várias. Elas seriam: Implementador;
Técnico;
Coordenador da unidade; Monitor da unidade; Voluntários.
O implementador é responsável por identificar e analisar os locais de implantação; coordenar a implementação das unidades; articular a mobilização das lideranças comunitárias, do governo local e das entidades da sociedade civil;coordenar a equipe de trabalho regional; orientar e coordenar o trabalho das unidades, para que as atividades desenvolvidas nas unidades estejam de acordo com as diretrizes gerais do projeto.
O técnico deve instalar e configurar os equipamentos, o sistema operacional e os aplicativos; além de configurar a rede e a conexão com a internet e dar suporte técnico para as unidades.
O coordenador da unidade é responsável pelo dia-a-dia da unidade: organização do trabalho, distribuição das tarefas e funções etc. Cabe a ele coordenar a equipe de trabalho, fazer o controle administrativo do Telecentro, cuidar da dinãmica e interlocução com o Conelho do Telecentro (LINK), organizar o fluxo de usuários nos Telecentros; desenvolver tarefas dos monitores em sua ausência.
É importante que perceba aptidões e desejos de cada membro da equipe, a fim de respeitar e valorizar a equipe e criar uma relação de respeito e colaboração mútua entre os membros. Dessa maneira, fica fácil para os coordenados respeitarem as decisões do coordenador. Para isso é importante também que exista uma dinâmica de debate sobre os andamentos do trabalho com toda a equipe, além de uma avaliação de seus membros. Coordenador e coordenados devem avaliar seu trabalho e o andamento do Telecentro e discutir isso com certa periodicidade, isso facilita a coerência de discurso e ação.
As decisões devem ser, à medida do possível, sempre coletivas, e os problemas devem ser debatidos de maneira clara e tranqüila. Os conflitos devem ser sempre mediados, para que o clima de trabalho seja bom. Caso haja desentendimento deve-se buscar sempre a reconciliação, baseada em uma atitude compreensiva e tolerante.
O monitor da unidade é quem fica em contato diretamente com o público, devendo atend-lo e encaminhar suas demandas; além de ministrar aulas; auxiliar usuários no uso livre e orientar os voluntários. Os voluntários (LINK) são cidadãos que, movidos pela identificação com os objetivos do projeto e pela vontade de colaborar, contribuem no desenvolvimento das atividades da unidade local. Os voluntários podem propor oficinas e atividades, desde que se responsabilizem totalmente pela sua criação e aplicação. As oficinas/atividades devem ser aprovadas pelo Conselho Gestor e pelo Coordenador da unidade.