A inclusão digital é uma das principais ferramentas de distribuição de saberes, oportunidades, renda e de participação social. Assim, cabe à sociedade civil e ao poder público atuarem juntos na implementação dessa política, universalizando o acesso aos meios, ferramentas, conteúdos e saberes através das tecnologias da informação, promovendo autonomia e emancipação.
Para tanto é preciso encarar a inclusão digital como processo da inclusão social e, portanto, política pública. É preciso entender que não basta incluir é preciso inserir o indivíduo na nova cultura do saber e do conhecimento articulados em rede. Como já dito é preciso educar e capacitar para os novos paradigmas.
A esses espaços de inclusão digital, chamamos Telecentro. Com os objetivos de combater a desigualdade tecnológica, o analfabetismo digital e diminuir os altos índices de exclusão digital, o projeto auxilia ainda, na capacitação profissional, na disseminação do uso do software livre, na revitalização de espaços comunitários e na produção de comunicação comunitária, os Telecentros tornam-se também palco para a articulação popular e referência na luta pela inclusão social.
Em um Telecentro qualquer cidadão pode navegar na internet, ter um endereço de correio eletrônico, usar recursos modernos de informática para trabalho ou lazer e se inscrever em cursos de informática oferecidos gratuitamente, sempre capacitando os usuários na utilização de softwares livres, isto é, que não são protegidos por copyrights (direitos de cópia) e podem ser alterados, utilizados e distribuídos livremente. Tanto o sistema operacional dos computadores do Programa (GNU/Linux) quanto os demais aplicativos são softwares que podem ser utilizados sem o pagamento de licensas de uso, reduzindo custos do projeto.
Dessa forma, os Telecentros não são apenas espaços de simples utilização dos computadores e de acesso à Internet, mas principalmente um local público de geração de conhecimento, fortalecimento da cidadania buscando a socialização dos usuários através da convivência em um espaço comum, condição indispensável para que estas pessoas se organizem e se apropriem cada vez mais da iniciativa de inclusão digital.
A participação da comunidade é vital para o bom funcionamento dos Telecentros, por isso, é importante a existência de um Conselho do telecentroformado por representantes da região e por lideranças eleitas pela população, que irão garantir atender todas as necessicidades dos usuários solucionando possíveis problemas e auxiliando na manutenção do espaço interno de cada unidade. Trata-se de um novo padrão de relações entre Estado e sociedade porque viabilizam a participação de segmentos sociais na formulação de políticas sociais e possibilitam à população o acesso aos espaços onde se tomam as decisões políticas. Se efetivamente representativos, poderão imprimir um novo formato às políticas sociais.