Em um mundo cada vez mais globalizado (em diversos níveis) as pessoas são afrontadas com problemas globais, e nem sempre sabem como lidar com isso, o problema do buraco da camada de ozônio não se resolve somente na esfera das eleições de um país, exige um outro tipo de mobilização de uma recém criada “sociedade civil internacional” que compartilha valores e exerce pressão em diferentes níveis de governos . As inovações das telecomunicações e tecnologias da informação são ferramentas poderosas para o exercício desta cidadania, mas para poder exercer esta cidadania virtual que completa as competências de um cidadão do Século XXI as pessoas devem receber outro tipo de capacitação e esta formação os governos devem estar preparados para prover.
O exercício pleno da cidadania passa, portanto, por existir nessa sociedade e ter voz na mesma. O acesso às tecnologias de informação e à rede mundial de computadores é chave para a ação cidadã, por isso, a inclusão digital aparece como processo fundamental nas cidades do mundo todo. É portanto etapa da inclusão social.
Dar acesso a computadores e à rede não é suficiente. Não adianta substituir a TV pelo Micro. O indivíduo precisa ser educado para lidar com as ferramentas e possibilidades que máquinas e rede oferecem. É preciso educar para a sociedade do conhecimento.
Nas sociedades informacionais a lógica política e econômica se sustentam num novo tripé: o capital deve ser o humano, o modo de produção deve estar organizado sobre um aparato de conhecimento e informação e a matéria prima é consubstancial e paradoxalmente informação e conhecimento. Assim, a sociedade da informação é uma forma específica de organização social, na qual a geração, o processamento e a transmissão da informação se convertem em fontes fundamentais de poder. Informação e conhecimento são, portanto centrais na articulação social.