A sociedade atual é marcada pela fato de que os meios de comunicação são mediadores do encontro entre os indivíduos, portanto do debate público. O controle social e a definição dos rumos da coletividade passam por esses meios. O exercício da cidadania, portanto, está diretamente ligado à comunicação e depende dos meios de informação coletivos. Os veículos de comunicação de massa tornavam esse “debate público” unilateral. O indivíduo apenas recebia e digeria as informações, sem poder atuar sobre elas. Os questionamentos que faziam ante seus pares e comunidades não tinham o mesmo alcance que a informação recebida. O conhecimento gerado ficava restrito. O surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação altera essa relação. A internet, por exemplo, traz a possibilidade de uma comunicação de mão-dupla; o processo comunicacional torna-se on-line, horizontal e em rede.
Nesses espaços eletrônicos de debate, não há mais a presença de intermediários, as opiniões de cada indivíduo são colocadas diretamente nos debates locais, regionais e nacionais. As novas tecnologias podem possibilitar a participação direta da população e a união das cidades. Assim, até que ponto a internet e as novas mídias digitais não seriam propulsoras de uma nova sociedade?
E são. As características apontadas acima são características da sociedade contemporânea, a qual se costumou chamar de sociedade da informação ou do conhecimento. Uma sociedade "na qual se é formado por um mundo comum, o indivíduo só é o que é na relação com outras pessoas". (Michel Maffesoli)